AfricaCERT e SADC Cyber Drill 2026 reúne Estados-membros e especialistas para reforçar prevenção, cooperação e resposta a incidentes cibernéticos

Angola acolhe, até sexta-feira, o AfricaCERT e SADC Cyber Drill 2026, exercício regional que reúne representantes dos Estados-membros, equipas especializadas e profissionais do sector com o objectivo de reforçar a capacidade conjunta de prevenção, preparação e resposta a ameaças e incidentes cibernéticos.

Na abertura do exercício, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, reafirmou o compromisso de Angola com o fortalecimento da cibersegurança nacional e regional, sublinhando que o avanço da digitalização dos sectores estratégicos exige maior capacidade de prevenção, monitorização, coordenação e resposta a incidentes.

O reforço da capacidade nacional de cibersegurança tem vindo a ganhar centralidade na agenda do sector. Em Agosto, o MINTTICS anunciou a perspectiva de criação do Centro Nacional de Segurança Cibernética, com funções de prevenção, monitorização e resposta a ataques, bem como de protecção das infra-estruturas críticas e dos serviços essenciais.

A AfricaCERT tem promovido exercícios regionais desta natureza como instrumentos de reforço da prontidão das equipas africanas de resposta a incidentes, de melhoria dos mecanismos de comunicação e de consolidação da cooperação entre os países perante ameaças digitais de carácter transfronteiriço.

A representante da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Siphokazi Novukuza, defendeu, igualmente, o aprofundamento da cooperação entre os Estados-membros, com maior partilha de informação, capacitação técnica e preparação conjunta para responder a incidentes cibernéticos.

A abordagem regional ganha particular importância num contexto em que ameaças digitais, crimes cibernéticos e ataques a infra-estruturas críticas ultrapassam fronteiras nacionais, exigindo mecanismos de coordenação, confiança e resposta colectiva entre os países.

O exercício constitui, assim, uma oportunidade para testar capacidades, aperfeiçoar procedimentos, identificar vulnerabilidades e reforçar os canais de cooperação entre equipas e instituições responsáveis pela segurança do espaço digital na região.